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Bill Burns
William Burns, ex-funcionário do Departamento de Estado, chefiar a CIA.

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O maior serviço de inteligência do mundo, a CIA, assessora o presidente por meio de um boletim diário e por meio do Conselho de Segurança Nacional, além de realizar operações clandestinas fora dos Estados Unidos.  Estas atividades incluem: espionagemcontraespionagemataques cibernéticosações paramilitares e execuções específicas por meio de drones bélicos.

Em janeiro de 2021, o presidente eleito Joe Biden nomeou William Burns, ex-funcionário do Departamento de Estado, para chefiar a CIA. Se confirmado, Burns sucederá Gina Haspel, uma oficial de operações de carreira e a primeira mulher a comandar a agência.

Em 2013, o orçamento da CIA era de US$ 15 bilhões. A agência emprega 20.000 funcionários, de acordo com Haspel.

Origens

Fundada em 1947, a CIA desempenhou um papel de liderança na rivalidade dos Estados Unidos com a União Soviética durante a Guerra Fria. Ao redor do mundo, a CIA interveio nos assuntos de outros países a fim de rechaçar a presumida ameaça soviética. O estudo de um acadêmico constatou intervenções dos EUA nas eleições de 81 países entre 1946 e 2000, sendo que a CIA teve um papel de liderança na maioria dos casos.

A Agência desenvolveu algumas das técnicas de espionagem mais sofisticadas do mundo.

O avião de vigilância aérea, o U2, desenvolvido pela CIA em 1955, permitiu que os Estados Unidos mapeassem e enxergassem as forças militares e nucleares pela primeira vez. Em outubro de 1962, o avião U2 confirmou que a União Soviética estava instalando mísseis em Cuba. O presidente Kennedy creditou à inteligência pontual da CIA a possibilidade de negociação de uma solução pacífica para a crise.

As operações mais notórias da CIA incluem a derrocada dos governos da Guatemala e do Irã, conspirações para execuções de líderes estrangeiros nos anos 50 e 60, os experimentos de controle da mente do projeto MKULTRA e, com o FBI, o Programa de Contraespionagem (COINTELPRO) visando os liberais sociais, esquerdistas e líderes de direitos civis no país e no exterior.

Com a guerra dos EUA no Vietnã, a CIA se tornou uma força protagonista na política do Vietnã do Sul. Os generais que derrubaram o presidente Ngo Dinh Diem em novembro de 1963 receberam apoio financeiro da CIA, segundo o historiador John Prados. No final dos anos 60, a CIA estabeleceu o programa Phoenix para exterminar a facção comunista no Vietnã do Sul. Os funcionários da agência chamaram o programa de altamente eficaz. Os críticos disseram que milhares de civis foram vítimas de execuções extrajudiciais. O diretor da CIA, William Colby, reconheceu que pelo menos 20.000 pessoas foram mortas antes que o programa fosse interrompido.

Um dos maiores sucessos da agência ocorreu em maio de 1967. Em meio a tensões crescentes entre Israel e o Egito, os analistas da agência disseram que Israel iria atacar primeiro e prevalecer militarmente com rapidez. Quando Israel venceu a guerra em seis dias, o presidente Lyndon Johnson começou a convidar o diretor da CIA Richard Helms para um almoço semanal.

Escândalos

A CIA envolveu-se em vários escândalos durante a presidência de Richard Nixon, dando origem a críticas públicas generalizadas e inúmeros inquéritos no Congresso. O Comitê de Serviços Armados da Câmara dos EUA apurou o papel da CIA no assalto ao Watergate. O Comitê de Inteligência do Senado (Comissão Church) investigou um programa chamado Chaos, que se infiltrava no movimento antiguerra, e outro chamado Lingual, que abria ilicitamente a correspondência de cidadãos americanos.

Em 1977, o ex-diretor da CIA Richard Helms se declarou culpado de enganar o Congresso, a primeira vez que um diretor da agência havia sido condenado por um crime.

As constatações críticas da Comissão Church bipartidária resultaram na primeira fiscalização efetiva das atividades da CIA no final dos anos 70. Os Comitês de Inteligência da Câmara e do Senado foram criados para fiscalizar as atividades da CIA. Com a posse de Jimmy Carter em 1977, um novo diretor da CIA, o Almirante Stansfield Turner, demitiu centenas de oficiais de operações e liquidou os subsídios para os violadores dos direitos humanos.

Em resposta a essas reformas, ex-agentes da CIA começaram a se meter abertamente na política interna pela primeira vez. George H. Bush, ex-diretor da CIA sob a batuta do presidente Gerald Ford, mobilizou a chamada “Team B” para questionar as descobertas da agência com relação à União Soviética. Outros ex-oficiais fundaram a Associação de Oficiais de Inteligência Externa para manifestar a oposição do Congresso à reforma da inteligência.

Quando Ronald Reagan ganhou a presidência em novembro de 1980, com Bush atuando como seu vice na corrida presidencial, o fado da agência foi restabelecido. A CIA recebeu orçamentos maiores e missões mais ambiciosas na América Central e no Oriente Médio.

Quando o Comitê de Inteligência da Câmara, e depois o Congresso como um todo, votaram em 1984 para bloquear a CIA de intervir na guerra civil da Nicarágua, Bush e o diretor William Casey estabeleceram uma rede secreta “sem registros” para financiar forças da contrarrevolução em desacato à vontade do Congresso.

A exposição da conspiração Irã-Contras em 1987 resultou na denúncia de acusação de três funcionários de alto escalão da agência e no ressurgimento da fiscalização do Congresso. Mas quando o presidente Bush perdoou os conspiradores antes de deixar o cargo em dezembro de 1992, ele demonstrou as limitações da fiscalização do Congresso. Não por acaso, a agência logo nomeou a sua sede em Langley de “George Bush Center for Intelligence”.

Terror e Tortura

A agência lidera os Estados Unidos na chamada “guerra contra o terrorismo”.  Apenas cinco semanas antes do 11 de setembro de 2001, funcionários da CIA advertiram o presidente George W. Bush que Osama bin Laden estava “determinado a atacar nos Estados Unidos”. Após os ataques, as forças paramilitares da CIA lideraram a invasão dos Estados Unidos no Afeganistão.

O equivoco mais famoso da agência veio em uma Estimativa da Inteligência Nacional de dezembro de 2002, afirmando que Saddam Hussein no Iraque possuía armas de destruição em massa. A estimativa revelou-se quase que completamente equivocada.

A pedido do presidente George W. Bush, a agência também estabeleceu um sistema global de rendição, prisões secretas e tortura. A agência teve um papel de liderança na captura de Khalid Sheikh Mohammed, o arquiteto dos ataques do 11 de setembro, e de outros suspeitos de terrorismo. Quando o presidente Barack Obama tomou posse em 2009, a agência abdicou das “técnicas extremas de interrogatório”. A diretora Gina Haspel reiterou essa política em 2018.

A agência teve um papel de liderança no rastreamento de Osama bin Laden em um refúgio no Paquistão, onde ele foi morto por uma equipe de operações especiais dos Estados Unidos em 2 de maio de 2011.

A CIA de Trump

Pouco depois de Donald Trump ter sido eleito presidente em novembro de 2016, ele atacou a CIA. A agência havia concluído que a Rússia tinha intervindo na campanha presidencial, o que Trump achou que desvalorizava a sua vitória. Ele também culpou a agência pelo vazamento de um dossiê de informações apurado pelo ex-oficial de inteligência britânico Christopher Steele.

Em seu primeiro dia no cargo, Trump fez um discurso na sede da CIA que aterrorizou muitos líderes da CIA. Em frente a um muro em homenagem aos funcionários da agência que morreram no cumprimento do dever, Trump fez um discurso de campanha e se vangloriou do tamanho da multidão em sua inauguração. A falta de interesse subsequente de Trump nos boletins de inteligência da CIA alienou ainda mais os ex-funcionários da agência.

Trump respondeu demonizando o diretor da CIA de Obama, John Brennan, e outros como um “Estado profundo” querendo a sua cabeça. O inspetor geral do Departamento de Justiça analisou então o inquérito da CIA e do FBI sobre a campanha de Trump e constatou abusos do sistema FISA (Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira), porém sem viés político.

Haspel irritou Trump ao apresentar constatações de inteligência sobre o Irã e a Arábia Saudita que ele não gostou. Ela também o apaziguou elogiando sua inteligência e enaltecendo o seu Discurso sobre o Estado da União em 2020.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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