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FSB in English | FSB in Russian

 A FSB, o maior serviço de segurança da Europa, supostamente emprega 66.000 funcionários uniformizados.  Estabelecida em 1994, a FSB evoluiu a partir da KGB da era comunista. É a equivalente russa do FBI americano e da Patrulha de Fronteira juntos. As principais responsabilidades da FSB são controlar as fronteiras, combater o crime organizado, antiterrorismo e contraespionagem, quesito em que é considerada extremamente eficaz. A FSB também tem um papel de liderança no policiamento da mídia e da Internet a fim de marginalizar os opositores do governo.

O diretor da FSB é Alexander Bortnikov, nomeado pelo Presidente Vladimir Putin em 2008.

 

Origens

As raízes da FSB (e do serviço de inteligência militar, o GRU) remontam a um século atrás. Quando os comunistas tomaram o poder em dezembro de 1917 e estabeleceram a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), eles criaram de imediato um “Comitê de Emergência”, conhecido pelo termo russo “Tcheka”, para erradicar a contrarrevolução e a sabotagem.

O Tcheka, uma divisão da força policial nacional conhecida como NKVD, virou a polícia secreta do novo regime. Internamente, o Tcheka se concentrou nos elementos anticomunistas das classes camponesa e mercante, em particular a sua conexão com a agência de inteligência britânica em busca de derrubar o governo comunista. Desde o início, a inteligência russa combinou operações internas e estrangeiras.

Com a morte de Joseph Stalin em 1953, a liderança soviética contou com a repressão pesada de Stalin e reorganizou a NKVD para deixar de existir. A nova KGB (Comitê de Segurança do Estado) assumiu as responsabilidades tanto pela inteligência interna quanto externa. As medidas repressivas foram afrouxadas enquanto a KGB mantinha um controle rígido da sociedade russa.

No entanto, apesar de todo o seu poder de repressão, a KGB foi edificada sobre uma base defeituosa, uma sociedade desestruturada sufocada por décadas de repressão. Quando Mikhail Gorbachev procurou renovar o sistema soviético com a reestruturação econômica (perestroika) e as liberdades políticas (glasnost) nos anos 80, a autoridade do Estado enfraqueceu. A KGB ficou indefesa, pois o povo abandonou até mesmo a pretensão de lealdade ao comunismo. Quando os comunistas da velha guarda tentaram derrubar Gorbachev em 1991, os nacionalistas russos, liderados por Boris Ieltsin, tomaram o poder em Moscou e as repúblicas soviéticas declararam a sua independência. A KGB foi desmantelada.

 

No século XXI

Vladimir Putin, um oficial da KGB lotado na Alemanha, durante a queda do regime soviético, sucedeu a Yeltsin em 2000. Com o sonho de restabelecer o poder russo e o prestígio com as técnicas que havia aprendido na KGB, Putin reavivou a inteligência russa com a criação da FSB, o Serviço Federal de Segurança. O crescimento da FSB no século XXI materializou o fenômeno do siloviki, a rede de oficiais militares e de inteligência que subiu ao poder com Putin.

A FSB reforça as políticas de Putin de assediar e controlar organizações não governamentais, grupos de direitos humanos, além de grupos de reflexão e publicações independentes. De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, a lei russa exige que os provedores de serviços de Internet deem à FSB acesso às contas de usuários, inclusive de e-mail, mensagens de texto, contatos, dados de usuários e arquivos de áudio e vídeo.

Na teoria, a FSB não opera fora das fronteiras russas, mas alega-se que seus agentes estiveram envolvidos no envenenamento fatal de Alexander Litvinenko, um desertor da FSB que vivia em Londres, em 2006.

 

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